Como conectei o Claude ao meu WhatsApp
A ideia em uma linha
Dá pra ter um agente pessoal que conversa com você pelo WhatsApp e lê os seus arquivos. A montagem cabe em três peças e um chip dedicado.
Muita gente tem me perguntado como eu conectei o Claude ao meu WhatsApp. O que dá pra responder num email está aqui. O passo a passo completo, com código, ficou numa página do site.
Quem é o Alfredo
O Alfredo é o mordomo do grupo de WhatsApp meu e da Jacque, minha esposa. Ele mora no grupo, e a gente conversa com ele junto, no mesmo chat, como se fosse mais um da casa. Roda desde agosto.
Mercado
Restaurante
Mockup do grupo, o mesmo que usei na aula aberta de 23/09.
Atrás dele tem um time de seis especialistas, e cada um cuida de um quintal:
- Mercado: mantém a lista de compras da casa.
- Cardápio: monta o que a gente come na semana.
- Compras: vê o que falta em casa e põe na lista.
- Dinheiro: lê o banco e responde quanto cabe no mês.
- Lugares: guarda os restaurantes e programas que a gente quer experimentar.
- Lembretes: agenda os avisos (tirar a carne do congelador, por exemplo).
Quem fala no grupo é só o Alfredo. Os especialistas trabalham por trás e devolvem pra ele, então do nosso lado existe uma pessoa só pra conversar.
Uma segunda porta pro mesmo Claude
Nos meus 1:1 não tem persona nenhuma: quem atende é o próprio Claude, e é por ali que eu mando um link solto, de qualquer lugar, pra virar uma nota no meu segundo cérebro. Um chatbot de WhatsApp responde com o que já sabe. O Claude que eu conectei roda no meu Mac, dentro da minha pasta de notas: ele lê os meus arquivos, segue o CLAUDE.md que eu já escrevi pro computador e guarda cada coisa no lugar certo.
O WhatsApp virou a segunda porta pro mesmo Claude que eu uso no computador.
As regras que eu escrevi pro Claude no computador valem no WhatsApp sem eu copiar nada, porque ele carrega o CLAUDE.md da pasta.
As três peças
Seu WhatsApp a mensagem sai daqui |
→ | Baileys a porta no Mac |
→ | Claude lê as suas notas |
launchd: mantém tudo ligado 24 horas |
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A resposta volta pelo mesmo caminho.
1 |
Baileys. Uma biblioteca que conecta ao WhatsApp como dispositivo vinculado, igual ao WhatsApp Web, sem navegador e sem a API oficial de Business, que é cara e burocrática. |
2 |
Claude Agent SDK. O mesmo motor do Claude Code. Eu aponto pra pasta de notas e ele lê e escreve de verdade. Você paga por uso, com uma chave da API da Anthropic. |
3 |
launchd. O supervisor do macOS. Deixa o processo ligado 24 horas e religa se cair. |
Três avisos antes de começar
- Use um número dedicado. Eu comprei um chip pré-pago e botei num celular velho que fica em casa, no wi-fi: uns 15 reais por mês de recarga. O Baileys não é oficial, e o WhatsApp diz que vincular a conta a apps não oficiais viola os Termos de Serviço e pode levar a banimento. Eu uso há dois meses sem problema, o que é experiência minha e não garantia.
- Dê um portão de permissão ao agente. Ele escreve nos seus arquivos por mensagem, e você revisa tudo num celular. Eu deixo livre escrever rascunho e captura, exijo aprovação pros arquivos que governam o sistema e nunca deixo apagar nada.
- Use o celular do bot a cada duas semanas. Dispositivo vinculado é desconectado se o telefone principal ficar mais de 14 dias sem uso.
Eu começaria pequeno, deixando o Claude só lendo os seus arquivos pelo WhatsApp, sem escrever nada. Pode ser que isso já resolva o que você queria, e o resto da montagem espera.
O pareamento é onde quase todo mundo quebra, e o jeito certo contradiz quase toda a documentação que existe por aí. Ele está na página, junto com o código de cada peça e com o que fazer quando algo quebra.
Pra levar
Que pedido você faz toda semana pro computador e preferia fazer da rua?
Fontes:

